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Descubra o modelo de empreendedorismo social responsável por impulsionar a África do Sul

Niger, Tahoua region, November 2011 Prices at Niger’s food markets are spiking in the aftermath of a patchy harvest, causing concern among food security experts that many could soon go hungry. “The unusually high food prices are affecting vulnerable people who are facing growing difficulties to feed themselves and their children,” said WFP Niger Country Director Denise Brown. “I am extremely worried about the food situation deteriorating in the coming months. We cannot sit back and wait for the worst to come,” she said. Niger is currently in the immediate post-harvest period, a time when the price for staples like millet ought to be coming down. Instead the failed harvest, brought on by drought, has driven them up. According to the Government of Niger, some 750,000 people across the country are severely insecure, a number expected to reach one million by early 2012 as the country moves towards its traditional lean season in March and April. In response to the looming food crisis, WFP is aiming to support some 3.3 million people over the coming year with life-saving food assistance. Young children at the Agarsamat school feeding centre,Tahoua region. Photo: WFP/Phil Behan

O país vem se destacando mundialmente por estar repleto de exemplos bem sucedidos, fruto de uma nova forma de pensar e fazer o negócios sociais.

Pesquisadores e empreendedores sociais, que vem mudando a realidade e gerando renda, começaram com a transformação de dentro de suas empresas e projetos para fora. Mudar a perspectiva sobre o que é um negócio social foi e é o primeiro passo para um projeto ou empresa dar certo e conseguir atingir seu objetivo em transformar uma realidade social com bases sólidas e com longevidade, de acordo com a pesquisadora, professora e empreendedora social Kerryn Krige, que atua em Joanesburgo.

Em uma palestra divulgada na internet, ela destaca que é preciso desassociar a forma exclusiva de pensar em benevolência, caridade e “boa vontade de mudar o mundo” ao falar em negócio social, e passar a considerar também o valor econômico como uma ferramenta capaz de gerar impacto a esse modelo de empreendedorismo.  Para ela, até hoje o estilo mais difundido de negócios se coloca em extremos, ou seja, é o popular oito ou oitenta, como dizemos no Brasil: ou se pensa só no social ou exclusivamente se busca apenas o lucro. Esse é o ponto que precisa ser refletido e transformado.

Autora do livro “The Disruptors: Social entrepreneurs reinventing business and society”, ainda sem tradução em português, ela defende a necessidade de reinventar os negócios sociais e estimular uma nova geração de empreendedores, a partir de exemplos que já existem na África do Sul, considerando os dois extremos ao mesmo tempo. O livro de Kerryn é recheado desses modelos de negócios sociais que funcionam plenamente.

Como é na prática essa transformação dos negócios? Para a professora, sair um pouco do extremo é entender e considerar que existe o valor social. Ele é, dentro do espectro de um extremo a outro, um caminho intermediário entre a benevolência da ação social e o valor econômico. Esse meio termo é a forma eficaz de garantir os resultados positivos e a longo prazo para o empreendedorismo social.

De maneira resumida, é necessário explorar esse meio termo e, principalmente, visualizá-lo para, assim, reorganizar os empreendimentos sociais e potencializá-los. Tomar ciência e ver por essa perspectiva é o primeiro passo para a transformação.

O modelo que ganhou força na África do Sul é a uma forma das empresas dedicadas a combater males sociais gerarem oportunidades reais e criarem resoluções para o público onde atuam, sejam elas por meio de ações em trabalhos existentes ou mesmo com ideias inovadoras que possam facilitar ou resolver um problema daquela área onde atuam. “Vamos mudar o mundo?”, questiona Kerryn Krige. Se pensarmos somente em boas ações é algo similar a jogar a responsabilidade ao acaso e achar que uns são privilegiados e outros não. Os que ajudam são uma boa pessoa e os que precisam viram dependentes dessa ajuda. A professora reforça a necessidade de visualizar uma nova forma considerando esse meio termo para mudar os negócios, essas relações e assim conseguir mudar o mundo, segundo ela.

Quem difunde esses ideais de modelo são chamados como empreendedores sociais “disruptores”, justamente por essa quebra de paradigma que se perpetua no último século. Os “disruptores” consideram a geração de valores econômicos em seus negócios sociais como uma alternativa para promover a sustentabilidade de suas empresas, manter os objetivos e sempre está gerando novas metas sociais aos seus ideais.

Mesmo com pouca difusão desse modelo de negócio, essa forma de pensar o empreendedorismo social não é uma novidade, de acordo com a autora. Ela cita como exemplo os irmãos Lever, que no século XIX, tiveram a ideia de melhorar a fórmula do sabão para que evitasse causar danos às mãos. Naquela época eles, nem imaginariam que a criação resultaria numa das maiores marcas do mercado, a Unilever, que durante anos vem colocando produtos que fazem a diferença na qualidade de vida de muitas pessoas. Os irmãos são um exemplo em associar geração de recursos financeiros com ideais sociais.

Hoje a África do Sul já conta com uma diversidade de negócios sociais que seguem essa linha “disruptora”, que vão desde empresas de reciclagem a projetos tecnológicos. Muitos modelos são apresentados no livro.

“O empreendedorismo social na África do Sul é algo que você pode sentir e ver”, Kerryn Krige, pesquisadora, professora e empreendedora social

 

Viva a experiência e veja de perto

Desvendar com seu próprio olhar esses modelos de empreendedorismo social e liderança social é o convite que o Impact Hub Curitiba faz a quem quer descobrir projetos e empresas que são exemplos mundiais na área. “Viva, Aprenda e Lidere” é o estilo da Jornada de Aprendizado de Impacto que move o “Impact Learning Trek”, programa realizado na África do Sul. 

Com realização marcada para 10 a 17 de novembro de 2018, o “Impact Learning Trek” colocará os participante para vivenciar o contexto sociocultural africano, de modo a colocar em prática também as habilidades para desenvolver um projeto, refletir sobre o contexto local e ampliar a visão sobre os negócios sociais com a participação de atividades de formação, intercâmbio com profissionais experientes de países como Estados Unidos, Espanha, Peru, Brasil e África do Sul.

Liderança responsável, investimento, sustentabilidade, comunicação, trabalho em equipe e outros elementos serão trabalhados durante a viagem de imersão direcionada ao tema. Um diferencial do evento é o Workshop de Inovação Social, que será realizado durante um dia inteiro.

Conheça mais detalhes do programa clicando aqui!

Não deixe também de ler nosso artigo “Entenda a diferença entre negócio social e ONG”.

Dúvidas? Mande suas perguntas para gente ou venha até o Impact Hub bater um papo com nossa equipe. Tem um café quentinho esperando as suas ideias.

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